sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nunca vi uma descrição tão precisa...





O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços. 
 
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses ...

ISTO É TALENTO

"Sermão do Bom Ladrão"










"Não são ladrões apenas os que cortam as bolsas.
Os ladrões que mais merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais, pela manha ou pela força, roubam e despojam os povos.
Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam correndo risco, estes furtam sem temor nem perigo.
Os outros, se furtam, são enforcados; mas estes furtam e enforcam."

Padre António Vieira

NADA MAIS ACTUAL E A COMPROVAR QUE POUCO OU NADA EVOLUÍMOS EM 3 SÉCULOS.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Líder da JS concorda com críticas aos luxos dos socialistas





O líder da Juventude Socialista (JS) portuguesa, João Torres, considera que o discurso que Beatriz Talegón, secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas, proferiu na reunião da Internacional Socialista em Cascais, é um “grito de guerra” para que os partidos percebam que têm de dar sinais de “modéstia” perante os “sacrifícios sérios” que estão a ser exigidos.
Esta semana arrancou com a divulgação de várias cópias do vídeo em que a secretária-geral da União Internacional de Jovens Socialistas, Beatriz Talegón, critica na reunião da Internacional Socialista, que se realizou no passado fim-de-semana em Cascais, o facto de os dirigentes do socialismo internacional se reunirem em hotéis de cinco estrelas ou o uso dos carros de luxo, que classifica como “uma falta de coerência”.
O jornal Público conversou com o líder da JS portuguesa, João Torres, sobre este discurso, que considera que reflecte "um grito de guerra" e um apelo aos que se revêem nos ideais socialistas.
"É preciso requalificar a democracia" mas para isso os partidos também têm de dar "um sinal", principalmente num tempo em que estão a ser aplicados "sacrifícios sérios".
Particularmente em relação à realização de iniciativas em hotéis de cinco estrelas e à utilização de carros de luxo, o líder da JS afirma que "à mulher de César não basta ser séria, é preciso parecê-lo". Nesse sentido, "os partidos têm que dar esse sinal de modéstia, sem entrarem em fundamentalismos", remata João Torres.
Na intervenção em Cascais, Beatriz Talegón referiu-se ainda ao que considera ser a crescente distância entre os dirigentes e as forças socialistas e a geração mais jovem, criticando a contradição entre o luxo da própria reunião da Internacional Socialista e o elevado desemprego ou a contestação nas ruas de Espanha.
Apesar do sucesso que tem feito o vídeo desta intervenção, o jornal Público conta que Julián Jiménez, um antigo dirigente local da JS espanhola, enviou ontem (terça-feira) uma carta aberta a Beatriz Talegón, na qual acusa a jovem de estar apenas a autopromover-se.
"Queria acreditar em ti, cara ex-companheira, mas não posso fazê-lo. Creio recordar que trabalhavas então em Bruxelas, para o partido a nível europeu. Por que não foste rebelde naquele momento? Quem conhece o funcionamento podre do PSOE sabe que um rebelde nunca chega a um cargo de tanta responsabilidade como o de dirigente da União Internacional de Jovens Socialistas", contesta Jiménez.

BAÇAS VIRTUDES, um poema de Eugénio de Sá





São baças as virtudes desta era
Como baças as gentes que a dirigem
Varrem-se os dogmas, nada é mais virgem
Lavra a indiferença nas máscaras de cera

Vê-se coroar de glória a arrogância
O que antes foi expressão hoje é mordaça
E a verdade tornou-se coisa baça
Nas bocas dos mentores da ganância;

Aqueles cujos meios ultrapassam
As lógicas mais pródigas da ética
São a demonstração da má genética
Que orgulhosos cultuam e abraçam

E assim, de retrocesso em retrocesso,
A sociedade vê gorar-se a esperança
De ver nos olhos (baços) de cada criança
A afirmação de um homem de sucesso

É de Cícero esta reflexão:
 "Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma.
Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente.
Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado.
E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade às suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas."
 Ah, como faz falta a leitura e o estudo dos clássicos!

Enviado por E-mail pelo Amigo João