domingo, 12 de maio de 2013

Mas afinal onde nasceu Vítor Gaspar?






Esta foi a pergunta que de imediato me ocorreu quando diligentemente procurava ler o Documento de Estratégia Orçamental para 2013--2017. É que as primeiras páginas do documento são, nada mais, nada menos, do que um verdadeiro libelo acusatório a Portugal e aos portugueses, escrito na terceira pessoa como se Vítor Gaspar (o responsável máximo pelo documento) nada tivesse a ver com este país e a sua realidade.
Pode ler-se:
-"Portugal adiou sucessivamente a alteração de regime económico e financeiro necessária à participação na área do euro".
-"Mas as causas últimas da crise nacional residem na incapacidade de adaptação da sociedade portuguesa às realidades da vida económica e financeira na área do euro".
-"(Portugal) Optou pelo conforto do curto prazo, mantendo a ilusão de um financiamento sem limites".
-"(Portugal) Persistiu em comportamentos atávicos desenvolvidos durante anos de instabilidade orçamental e financeira e controlo sobre os movimentos de capitais".
-"As opções dos portugueses são agora muito limitadas:
- Ou encaram com determinação a prossecução do equilíbrio orçamental (......);
- Ou regressam ao atavismo de comportamentos ultrapassados, (...)".
Quem? Nós? O povo? Na versão Queirosiana da "piolheira"?
Não é aceitável, em minha opinião, nem para tentar uma alegada maior credibilidade externa, usar um discurso moralista e culpabilizador. Sobretudo por quem, por natureza e por função (julgo que também por nacionalidade), não tem como alijar quaisquer responsabilidades. Mesmo que ache que não foi eleito "coisíssima nenhuma".
Somos todos  poucos para tentar resolver o problema e fomos todos, de uma maneira ou de outra, quanto mais não seja pelo voto, responsáveis pelo nosso próprio caminho. Fomos é Nós e não Eles, simplesmente!
É interessante verificar como esta postura à escala europeia é hoje vista como errada. É o que nos diz Juncker, ex-presidente do Eurogrupo quando afirma (vide entrevista de 7 de maio ao "Jornal de Negócios"):
- "Deveríamos ter agido com maior severidade contra essa imagem de que os países do Norte eram os virtuosos e que os do Sul arrastavam os pés".
- "Se tivéssemos continuado a dizer mal, a criticar e a fazer caricaturas dos comportamentos coletivos dos países do Sul, essa linha de divisão entre o Norte e o Sul poderia ter conduzido a uma fragilização da coesão da Zona Euro".
Dito isto e agora que finalmente parece (com o êxito da emissão a 10 anos conseguida esta semana) ser possível arriscar numa conclusão do programa de ajustamento em junho de 2014, é imperativo que os nossos governantes percebam que o povo que governam tem de ser mobilizado e assim, de facto, co-responsabilizado por uma progressiva melhoria das nossas condições de vida.
E para isso, temos todos de perceber com clareza:
- As medidas que vão ser tomadas.
- As razões que ditaram a sua escolha.
- Os resultados que se esperam venham a surtir.
- Ou a clara assunção de que não os conseguimos estimar.
E isto vale para ambos os lados da questão. Para as medidas de austeridade e para a estratégia de crescimento.
Já Tocqueville dizia (como relembrou Juncker) que "as democracias são muito orientadas para o curto prazo e não gostam de se envolver com horizontes mais distantes". Muito menos, digo eu, gostam os mercados. E no entanto tem de se arriscar uma comunicação mais transparente, menos dramática e mais corajosa. Daquela coragem que nos faz humildes em vez de apenas resistentes.
Agora que temos ainda de pôr em marcha um longo plano de ajustamento financeiro que expectavelmente deve corresponder a algum grau de reforma do Estado e que temos de tomar a sério de uma vez por todas o dossier da Economia, o consenso de que tanto se fala surgirá com naturalidade se o povo, esse cliente final da política sempre embaçado pelos intermediários mediatizados, for seriamente tomado em consideração.
Sem medo! Como dizia Saramago: "Nada me chateia mais do que ouvir um político dizer que não devemos criar alarme social. A sociedade tem de estar alarmada, que é a sua forma de estar viva".

SER MÃE!

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa - o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.



NUNCA É DEMAIS LEMBRAR ESTE ASSUNTO

Eis o que ele disse:
 
1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-ermos sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. Os europeus vão directos a um muro e a alta velocidade...

E PORTUGAL ENFERMA DESTES MALES...

Mapa de alertas no Mundo.





Assinala o que está acontecer em tempo real, a nível mundial, sismos, epidemias, erupções, etc Clique onde estiver o sinal, terá de imediato  que tipo de fenómeno está a acontecer. 
http://hisz.rsoe.hu/alertmap/index2.php

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Castigados e ofendidos" por Paulo Morais





Os trabalhadores portugueses nunca foram tão maltratados. São injustamente acusados de serem responsáveis pela crise. E obrigam-nos a pagar com austeridade pelos crimes que não praticaram.

Correio da Manhã, 30 de Abril, 01h00
Por:Paulo Morais, Professor Universitário

A nossa força laboral é de qualidade. Está é mal enquadrada e é dirigida, em regra, por incompetentes. No entanto, os empregados são acusados de serem malandros, de ganharem muito. Pelo contrário, os trabalhadores portugueses são dos que têm horários mais alargados na União Europeia, e dos que menos ganham. Diz-se ainda que a crise resulta do facto de que andaram a gastar acima das suas possibilidades. Este discurso é um verdadeiro embuste. Não foram os trabalhadores que criaram a dívida pública e andaram a desbaratar recursos na Expo 98, no Euro 2004 ou sequer têm responsabilidades em casos de corrupção como o BPN. Também não foram os gastos dos trabalhadores que provocaram a dívida privada colossal que nos atormenta. Cerca de 70% desta dívida é resultante de especulação imobiliária e apenas 15% deriva da aquisição de bens de consumo.

Mas na hora de pagar as contas da crise são os trabalhadores que são chamados a expiar os pecados que não cometeram. O estado quer diminuir a despesa e deveria reduzir brutalmente os gastos com juros da dívida pública, baixar as rendas pagas nas parcerias público-privadas ou poupar em custos absurdos como rendas imobiliárias de favor. Mas o governo opta pelo caminho da redução salarial. E até implementa políticas geradoras de desemprego, através da dispensa de professores necessários nas escolas ou até de medidas fiscais que provocam encerramento de empresas e, por essa via, mais desemprego.

Também na tentativa de aumentar receita e equilibrar as contas públicas, o Parlamento castiga mais uma vez o factor trabalho. Os escalões de IRS foram revistos, agravando este imposto. Ao qual ainda se aplicou uma sobretaxa. Enquanto isso, são poupados a sacrifícios os detentores de fundos imobiliários, os maiores beneficiários da especulação imobiliária, que estão isentos de IMI ou IMT.

Castigados com quebras salariais e feridos na sua dignidade, os trabalhadores são o bode expiatório da crise.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fundações Mário Soares e Maria Barroso




Obrigado, Bom e Estúpido Povo Português!

Este simpático e feliz casal, que já deu a volta ao Mundo três vezes, subsidiado pelo generoso povo português, tem duas Fundações.

Para quê?
Ora naturalmente para juntarem mais umas migalhas à reforma e à vaidade.


Dom Mário recebeu do generoso povo português para a sua Fundação através de vários subsídios concedidos pelo ainda mais benemérito governo 1,3 milhões de euros e benefícios fiscais de 269 mil euros e ainda  dispõe de dois prédios da Câmara Municipal de Lisboa.
Claro que também é dono do caro Colégio Moderno mas é uma herança de família.
(dizem que o colégio estava falido em Abril de 1974. Será verdade?)
Dona Barroso ou a sua Fundação também tem direito a umas migalhas do bolo.
Uns parcos 495 mil euros.
Tem nome  em latim: "Pro Dignitate".
Podia ser "Pró Clã Soares", que também não ficaria mal.

Estas duas gotas de água, somadas às de outras fundações, retiraram dos bolsos do bom povo português 1034 milhões de euros em três anos.

Queria saber para onde foi o seu subsídio de férias e Natal e alguns dos seus impostos?

Agora já sabe!